sexta-feira, 11 de junho de 2010

Testemunhos dos Peregrinos

“É uma emoção muito forte ter participado da celebração realizada nesta data relembrando a visita de Maria a sua prima Izabel, no próprio local onde efetivamente ocorreu o encontro das duas mulheres santas. O local é surpreendentemente maravilhoso”.(Izabel Lauer e Paulo Lauer – Curitiba -PR).

“Nós estamos muito felizes por estarmos juntos nesta peregrinação pela Terra Santa com Frei Ivo. São tantos momentos, que fica difícel dizer qual o melhor. Por isso, queremos dizer que hoje o momento mais forte foi quando visitamos o local do nascimento de João Batista. Tudo é muito profundo e muito ainda vamos experimentar”. (Valdomiro e Erondina Volkmer, Florianópolis, SC)

“E a palavra se fez realidade: Dentre os muitos e belos aspectos que vimos e vivenciamos na Terra Santa, está o de constatarmos com alegria o quanto os fatos descritos nas escrituras, especialmente nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos, se fazem presentes em realidade. Vemos, com o coração, Maria andando pelas montanhas na visita à sua prima Isabel, imaginamos com candura o Menino Jesus brincando em Nazaré ou com sabedoria e autorizade ensinando às margens do Mar da Galileia. Nos compadecemos da multidão faminta no local da multiplicação dos pães e dos peixes. Marcantes também os locais que nos mostram São Pedro: Cafarnaum, Jaffa e outros”.
(Alceu Dal Moro da Iliani Fornara Dal Moro, Curitiba-PR).

Maria visita Isabel


Inciamos o dia com uma linda oracao da manha na Casa de Zacarias, onde nasceu Sao Joao Batista, precedida de uma explicacao do local pelo nosso guia, Frei Ivo. A parte da manha foi reservada para meditacao e visita ao Santuario. Depois de um gostoso almoco, com comida mais caseira, fomos caminhando ate a encosta da montanha de Ein Karem, onde se situa o Santuario da Visitacao de Maria a Isabel. La, celebramos uma linda missa, presidida pelo nosso guia espiritual, Frei Joao Mannes. Na hora da proclamacao do Evangelho, as Marias e Isabeis do grupo foram para junto de Frei Joao, num emocionante momento de aclamacao do Cantico de Maria. E na parte da noite, sobrou um tempinho para bate-papos e tomar alguns sucos, comer melao, damasco e tamaras. O grupo se sentia como se fosse uma unica familia.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Do Monte Carmelo a Ein Karem


Saimos logo cedo de Tiberiades em direcao ao Monte Carmelo. La, fizemos a nossa devocao mariana, num ambiente de partilha e de profunda oracao. Depois, almocamos num restaurante arabe, comendo falafel e shauerma. Alguns tiveram dificuldades ate em pedir o prato, mas em ingles, se fizeram entender. Depois do gostoso almoco da regiao, nos dirigimos ao topo do Monte, para umas fotos nos Jardins de Bahai. Foram lindas fotos, tendo ao fundo o porto de Haifa. A seguir, visitamos o magnifico Aqueduto de Herodes e o Teatro Romano, em Cesareia Maritima. Teve ate declamacao de poesia para testar os recursos do teatro. No caminho para Ein Karem, fizemos uma visita panoramica por Tel Aviv e chegamos em Jaffa (Jope), onde visitamos a Igreja de Sao Pedro. Chegamos no lugar da nossa proxima hospedagem e fomos muito bem acolhidos na Casa de Sao Joao Batista, Ein Karem, a 9 km de Jerusalem. Foi um dia cheio, mas maravilhoso, onde pudemos contemplar lindas coisas e paisagens. O grupo se sente como se fosse em familia, muito disposto para o que der e vier!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bem Aventuranças e Lago de Tiberíades

Iniciamos o dia visitando as Bem Aventuranças. Lá, fizemos uma linda meditação pela partilha de experiências e rezamos pela Fabiana, que hoje faz aniversário. Depois, visitamos os Santuários da Multiplicação dos Pães e Peixes, Tabga (Primado de Pedro) e Cafarnaum (celebração). Tivemos a graça de almoçar o peixe de São Pedro e depois fizemos uma visita ao Kibutz de En Gev (vacas leiteiras, avestruz de 300 kg e cachos de banana de 50 kg). A seguir, a emocionante travessia do Lago de Tiberíades, na barca de Pedro. O grupo estava bem à vontade, cantando em brasileiro e festejando a primavera sobre o Lago! Tinha um pouco de vento, mas com Jesus, chegamos até a outra margem!

Amanhã ou outro dia, mais fotos, porque hoje está lenta a internet por aqui!!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

A viagem foi excelente


Amigos virtuais!
A viagem foi excelente, conforme os horarios previstos. Chegamos as 21h00 em Tiberiades. O grupo esta feliz e muito animado para tudo. Hoje, visitamos Cana da Galileia (renovacao das Promessas Matrimoniais), celebramos em Nazare (Anunciacao) e no final do dia Monte Tabor. Ainda sobrou um tempinho para a internet e as lindas praias de Tiberiades. Aqui, primavera, calor de 35 graus.

Nota: estamos com recursos fracos para acentuacao e sem possibilidade de inserir fotos, por limite de internet. Curtam isso depois!

Todos do grupo mandam abracos, com saudades!

sábado, 5 de junho de 2010

A geografia da Terra Santa


Muitos definem a Terra Santa como terra do Quinto Evangelho, porque ela é testemunho vivo do que restou da história, envolvendo o Antigo e o Novo Testamento. Este país é uma pequena porção de terra, menor do que o Estado do Sergipe. São apenas 20.700 km. Está situado na parte baixa do mediterrâneo, entre os continentes da África e a Ásia. Faz divisa com o Líbano (norte), com a Síria (nordeste), com a Jordânia (leste) e com a península do Sinai – Egito (sul). Na bíblia, vem denominado como o país que se estende de Dan a Bersheva (1Sam 3,20). De Dan até Bersheva são apenas 240 km. De largura (Mar Morto a Tel Aviv) são apenas 100 km. De norte a sul, cerca de 500 km.
A topografia da Terra Santa é muito acidentada, de região à região. Na planície mediterrânea está localizada a área mais fértil do país. Exemplos: planície de Sarón e planície de Esdrelón. A parte central é montanhosa, com cerca de 1000 metros de altura. Exemplos: Hebron (1.020 m) ao sul, e o Monte Méron (1.208 m) ao norte. O que é típico no país, sobretudo no sul, são os desertos, tais como o Neguev, Judá e a planície de Arabá (perto de Jericó). O Mar Morto é o mar mais exótico do mundo, está a 400 m abaixo do nível do mar.
São quatro regiões em destaque: Neguev, Judeia, Samaria e Galiléia. Os confins da Palestina podem ser identificados na maioria dos mapas ou guias da Terra Santa. Hoje, com a “independência” da Palestina, esta incorpora a Jerusalém oriental (leste), Jericó, parte da Samaria e a faixa de Gaza (Mediterrâneo).
A terra que corre leite e mel não foi dada de mão beijada ao povo de Deus pelo Criador. Se Israel hoje é um exemplo de agricultura, foi graças à inteligência aplicada aos desertos, com a irrigação e fertirrigação. Foram anos de pesquisa, na tecnologia da gota, para que o deserto pudesse florescer. Com água e técnica, a terra produz. No deserto do Neguev, por exemplo, foram escavados poços artesianos com mais 500 m de profundidade. A água que irriga uma plantinha de amor perfeito em Jerusalém vem do Mar de Tiberíades (Galiléia), numa distância de 200 km. Mais de 10% da população vive nas zonas rurais, da agricultura e da agropecuária. Vivem em sistema de Moshav (cooperativas), onde cada família faz a terra produzir, graças ao bom funcionamento destas cooperativas (abastecimento, comercialização, serviços sociais). Israel conta com cerca de 450 instalações em forma de cooperativa. Outro tipo de agricultura em destaque é desenvolvido nos Kibutz, onde todos vivem em sistema coletivo. São 265 destes kibutz espalhados em todo o país. Como produção em destaque: trigo, hortaliças (pepino, beringela, etc), frutas (laranja, banana, melancia, melão, pêssego, manga), pistacchio, batata-inglesa… Ligado à agricultura vem a produção de leite. Uma vaca de Israel produz cerca de 60 litros por dia. A ração diária é controlada por computador. Por falta de terreno para pastagens, estas vacas vivem confinadas.
O país conta com cerca de 7 milhões de habitantes, das mais variadas raças, em sua maioria, árabes e hebreus. As cidades de maior população são: Tel Aviv (cerca de 1 milhão), Jerusalém (600 mil), Haifa (250 mil), Bersheva (100 mil).
As três grandes religiões monoteístas que convivem em Israel são: Judaísmo, Islamismo e Cristianismo.
1) O Judaísmo, com mais de cinco mil anos de história, vive os seus princípios religiosos a partir da Toráh (Pentateuco). Aceitam apenas o Antigo Testamento. Vivem da tradição rabínica, com três tendências fundamentais: a ortodoxa, com estreita adesão à Toráh, contida na tradição escrita e oral; os mesorati, que aderem à Halaká, com adaptação constante da religião às exigências da vida moderna, e os progressistas, também denominados de reformistas, que defendem o progresso e a liberdade individual, a ponto de o indivíduo poder estabelecer o próprio comportamento religioso. Este terceiro grupo também tem como base a Halaká. Como princípio geral, observam o sábado (Shabát) e rezam na sinagoga.
2) O Islamismo, que se formou com Maomé no século VII d.C. São denominados muçulmanos, com as suas diversas seitas, tais como exemplo, os chiitas. Alguns são fundamentalistas, outros vivem moderadamente. Todo bom muçulmano deve crer no Deus Alah, em Maomé como único profeta, fazer cinco orações por dia, proclamadas no muezim, dar esmolas aos pobres, fazer jejum durante o mês de Ramadan, e ir ao menos uma vez na vida, em peregrinação, à Meca. Observam a Sexta-feira com o dia de descanso e de orações intensivas nas mesquitas.
3) O Cristianismo sobrevive no meio dos judeus e muçulmanos. É uma minoria, presente na Terra Santa, sobretudo ao redor dos lugares santos. Dividem os espaços nos vários santuários e escolas, de acordo com os ritos professados. Por isso, quando se fala em cristão, se deve distinguir entre:
a) Cristãos católicos: são de rito latino e de rito oriental (alexandrino, antioqueno, armênio, caldeu e bizantino). As 21 Igrejas católicas orientais (sui iuris) somam cerca de 15 milhões de fiéis presentes no mundo inteiro, sobretudo no Oriente Médio;
b) Cristãos ortodoxos: gregos, armênios, coptos, etíopes, sírios. São cerca de 150 milhões de fiéis.
c) Cristãos protestantes: luteranos e anglicanos. Os novos movimentos religiosos são uma minoria insignificante.
É importante notar que atualmente na Terra Santa, numa população de cerca de sete milhões de habitantes, os cristãos (todos incluídos) representam apenas 1,8% desta população.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma pitada da história de Israel


Na época medieval, ir para a Terra Santa significava uma verdadeira aventura. Uma vez definida a viagem (navio ou carruagem), era necessário escrever o próprio testamento, além de ter a permissão do Papa. A razão desta necessidade não era meramente burocrática, mas justificar, diante da família e do Estado (Igreja), toda e qualquer conseqüência para a vida do peregrino, porque a viagem podia ser a última da vida. Os turcos assaltavam e eliminavam peregrinos, por questões de religião. Por isso, quando um grupo de peregrinos chegava no porto de Jaffa (Tel Aviv), o custódio da Terra Santa acolhia-os, em nome dos frades menores, e colocava-os em caravanas de camelos, com destino a Jerusalém. Chegando em Jerusalém, depois de um ou dois dias de viagem, eram acolhidos na Casa Nova (casa de hospedagem para peregrinos, da Custódia) como símbolo de proteção contra os turcos. Assim, os peregrinos, acompanhados pelos frades, podiam visitar a Terra do Quinto Evangelho e voltar para a sua pátria tranqüilamente.
Hoje, tudo se tornou mais fácil e acessível. Os navios foram substituídos pelos aviões, os camelos pelos ônibus e a paz é uma busca constante. Neste sentido, procuramos fornecer a você este resumo sobre os locais visitados, com orações, celebrações, cantos. Procuramos evitar pesos na tua viagem, com livros extras, guias pesados, Bíblia e livros de orações e cantos. Este Guia é um pequeno instrumento, que acompanha o peregrino nas veredas da Terra Santa. Ele contém algumas informações históricas na sua introdução, algumas informações sobre o contexto geográfico e religioso de Israel e da Palestina dos nossos dias. Procuramos sintetizar o máximo as informações indispensáveis, para que você o leve como livro de bolso e, ao mesmo tempo, como uma lembrança que acompanhará a tua vida nas eternas recordações dos Lugares Santos.
Faço votos que esta caminhada nos ajude a celebrar e tornar presente a memória do passado, que se faz luz e profecia para um futuro próspero e cheio de novas esperanças no nosso modo de sermos cristãos mais autênticos.

As ruínas de Jerusalém, com seus mais de 3000 anos de história, são um testemunho vivo de que as gerações passam, mas as pedras, mesmo não falando, continuam para nos contar a sua história. Diante desta panorâmica, façamos juntos uma retrospectiva histórica, ou seja, uma caminhada ao passado para entender o presente dos lugares santos.
A nossa breve abordagem seguirá os seguintes pontos:

1. Da conquista da Terra Prometida ao Império romano

Os israelitas conquistaram a Terra Prometida pelo ano 1200 a.C. Chegaram pela margem ocidental da Jordânia, atravessando o Rio Jordão e conquistando Jericó, cidade habitada por outros povos. Este povo conquistou a terra e fortificou as suas tribos. No ano 1000 a.C., houve a unificação do reinado de Davi, com a sua capital em Jerusalém. Este reino durou até 587 a.C., quando os israelitas foram deportados para a Babilônia, no exílio, pelo rei Nabucodonosor. A cidade foi destruída pelos Babilônicos. Em 538 a.C. os israelitas foram libertados pelos Persas e iniciaram a reconstrução do Templo. Jerusalém passa a ser governada pelos sacerdotes. Em 334 a.C., com a conquista de Alexandre Magno, Jerusalém passa por um processo de helenização. Os gregos permaneceram nesta terra até 63 a.C., com a conquista do Império romano.

2. Do Império Romano à Conquista Turca

Os exércitos de Pompeu invadiram a Terra Santa em 63 a.C. Herodes, o grande, reconstrói o Templo. Nasce Jesus em Belém da Judéia. Em 70 d.C., na revolta dos romanos contra os judeus, os romanos destruíram o Templo. Em 300, com a vinda do Imperador Constantino – o Iluminado, o cristianismo renova as suas forças e passa a ser a religião oficial do Império. Constantino manda construir as grandes basílicas da Natividade (Belém), Santo Sepulcro e Pai Nosso (Monte das Oliveiras). Em 614 os Persas arrasam tudo na tentativa de apagar a memória dos lugares santos. Em 637, com a conquista dos muçulmanos, Jerusalém passa a ser a terceira cidade mais importante do Islamismo, depois de Meca e Medina. Quando os Cruzados conquistaram a Terra Santa 1099, para devolver os lugares santos à humanidade, Jerusalém estava sob o domínio dos Turcos, que permaneceram na Terra Santa até 1291, quando os Mamelucos começaram o seu domínio sobre os lugares santos. Os muros atuais da Cidade Santa foram construídos pelos turcos Otomanos, em 1530.

3. Da Conquista Turca ao Período Franciscano

Não obstante a presença dos turcos na Terra Santa, o começo da era franciscana se deu em 1219 com a vinda de S. Francisco de Assis à Terra Santa. Depois de visitar Damieta (Egito) e dialogar com o Sultão, Francisco chegou em Acre (norte de Israel) e ali fundou uma pequena comunidade de frades menores. É importante notar que o Bispo da época era Giacomo da Vitry, amigo de Francisco de um encontro em Perúsia, dois anos antes. Fundaram então o convento de S. João do Acre. A presença dos frades na Terra Santa, apesar de precária, continuou até 1333, quando o rei de Nápoles, Roberto d’Angiò e a rainha Sancha di Mallorca compraram o Cenáculo, dos turcos no Monte Sión e presentearam este lugar aos frades menores. Com as bulas papais Gratias agimus e Nuper carissimae, o Papa Clemente VI confiou aos frades menores a custódia dos lugares santos em 1342. Assim, nasce oficialmente a Custódia da Terra Santa. Em 1347, os frades iniciaram a custódia da Basílica da Natividade (Belém), e em 1485 a custódia de S. João Batista (Ein Karem). Em 1523, com a conquista dos Turcos na Palestina, o Cenáculo, como sede da Custódia, foi transformado em mesquita e os frades foram obrigados a abandonar o convento. Em 1551, instalaram-se no Convento de S. Salvador (atual sede custodial). A partir deste ano, começaram a custódia em quase todos os lugares santos, conforme cronologia que segue:
• 1630: Anunciação (Nazaré);
• 1631: Monte Tabor;
• 1641: início das negociações sobre Caná da Galiléia. Conclui-se em 1879;
• 1661: Jardim do Getsêmani;
• 1679: Visitação (Ein Karem);
• 1836: Flagelação;
• 1867: Emaús;
• 1880: Betfagé;
• 1889: Dominus Flevit e Primado de Pedro (Tabga);
• 1894: Ruínas de Cafarnaum;
• 1909: Campo dos Pastores;
• 1936: Cenacolino (proximidades do Cenáculo, que já era dos frades);
• 1950: Betânia (todo o complexo).
É importante lembrar que todas estas conquistas, ou compras dos lugares santos só foi possível com a ajuda dos peregrinos de todo o mundo.

4. Do Período Franciscano ao Estado de Israel

Em 1917, durante a Primeira Guerra mundial, os turcos foram rechaçados pelo general Allemby, em Meguido. A Palestina passou ao domínio dos ingleses que em 1948, abandonaram a Palestina. Sob conselho das Nações Unidas, foi criado o Estado de Israel, no dia 18 de julho de 1948. Israel permaneceu com a parte ocidental do Estado, com cerca de um terço do território, e os palestinos, anexados à Jordânia, com a parte oriental do Estado (Cisjordânia). Em 1967, na Guerra dos Seis dias (Yon Kippur), Israel conquista as colinas de Golán (Síria), o Sinai e a Faixa de Gaza (Egito) e toda a Cisjordânia. O monte Sinai foi devolvido ao Egito em 1979, com um acordo de paz entre Israel e Egito. No dia 09 de dezembro de 1989 começou a guerra da Entifada, como modo de rebelião dos palestinos contra os israelitas nos territórios ocupados. Esta guerra terminou em1991, no acordo de paz de Madri. Desde 1981, a capital de Israel, era em Tel Aviv, passou a ser Jerusalém.

5. Procurando entender Jerusalém

“No lado oriental, vivem os árabes, tanto muçulmanos quanto cristãos. Há alguns encraves judaicos, onde vivem israelenses. Um dos dois campi da Universidade Hebraica de Jerusalém também fica no lado oriental. Na parte ocidental, vivem os israelenses judeus. É a parte moderna, onde se localiza o Knesset (Parlamento), a Suprema Corte, os shoppings, os bares, as boates e as charmosas ruas Jaffa e Ben Yehuda. Entre os dois lados, está a parte antiga de Jerusalém. Lá dentro está o Muro das Lamentações, a Esplanada das Mesquitas e a igreja do Santo Sepulcro. Mas antes uma nova explicação sobre outra divisão dessa cidade. A parte velha é dividida em quatro quadriláteros: o muçulmano, o cristão, o armênio e o judaico. Para entrar na cidade, há sete portões. O mais usado pelos árabes é o portão de Damasco de onde saía a estrada para a atual capital da Síria. Os judeus usam mais o portão Jaffa de onde seguia a estrada para a cidade que hoje se tornou um subúrbio de Tel Aviv e o portão Zion, que dá acesso direto ao Muro das Lamentações. A parte muçulmana é a mais agitada, sempre lotada de árabes que a utilizam para fazer as suas compras do dia-a-dia. Há casas de câmbio e lojas que vendem quase de tudo, uma cena comum em mercados árabes em outras cidades da região, como Cairo e Damasco. A música é um rock árabe. No meio das lojas, em uma espécie de praça, mulheres vendem folhas de uva sentadas no chão. Há barracas de suco e de shawarma sanduíche árabe. A Esplanada das Mesquitas fica na parte muçulmana. No alto dela, localizam-se a mesquita do Domo da Rocha, de onde o profeta Maomé teria subido aos céus, e a mesquita de Al Aqsa. Porém o acesso a elas se dá pela parte judaica, por uma escadaria que fica ao lado do muro. Para entrar na parte judaica, é preciso passar pelos detectores de metal. A principal atração desse quadrilátero é o muro, que fica lotado após o pôr-do-sol da sexta-feira, quando tem início o shabat, dia de descanso para os judeus”(Brasil Travel News, 2008, n. 232, p. 48-50).